desconhecida, idiota e blá, blá, blá!
01:04
Ele nunca se apaixonaria. Tinha
lido O Morro dos Ventos Uivantes e chegado a conclusão de que seria como o
Heatcliff, frio e calculista. Não se importaria com o resto, viveria a sua vida
sem um alguém para chamar de sua, mas em compensação não acabaria sofrendo como
tinha cansado de ver na TV, nas ruas, com seus amigos: com o mundo... Mas por
que só com ele seria diferente?...
Ele a viu no dia 03 de maio de
2009, cabelos ao vento com reflexos dourados. Oh, ela era linda e para ele, ela
tinha um rosto tão angelical que de repente olhá-la parecia constrangedor, mas
lá estava ele, em um parque de diversões totalmente sem saber o que fazer. O
que falar. Tão pouco como agir.
Horas mais tarde o primeiro
contato. Rápido. Sem delongas. E Deus, por que tudo isso? Por que essa vontade
exasperada de quer vê-la e não poder?
Foi quando ele a viu com outro.
Outro. Não trocaram beijos, mas ele sabia que estava acontecendo alguma coisa.
Sim, claro que estava, era nítido. E, claro, ela parecia muito afim. Então,
agora imagine o que é estar afim de uma pessoa e de quebra ela aparecer com
outro? O fim – pelo menos foi o que ele achou.
Naquela noite tudo o que conseguiu
foram amizades extras e o rosto de alguém oscilando em sua mente, o ato de
quanto aquilo parece terrivelmente errôneo. Mas agora ele já não conseguia
parar de pensar nela e no quanto estava se tornando um idiota nato, afinal,
quem era ele?, aquela garota era tipo... Tudo.
Claro que isso não aconteceu, ele
estava vivendo o que Platão chamava de “amor platônico”, até que vieram outra
aproximação entre eles graças ao advento das redes sociais. E desde então eles
tem trocado mensagens. As vezes ela parece corresponder, as vezes parece que
não e tudo vira do avesso de novo e todos os dias é a mesma coisa.
Ele pensa nela frequentemente e
acha graça quando pronuncia o nome dela e várias vezes ele se pergunta se ela
pensa nele – mesmo que uma única vez por dia. As vezes ele sente vontade de
chorar por ter perdido o controle de do seu mundinho calculista.
Assim as mensagens foram
desaparecendo pouco a pouco. Encontros foram marcados, sempre adiados. Eles
nunca mais se viram. E todos os dias tem sido a mesma coisa, um ciclo vicioso
que ele aprendeu a gostar. Aprendeu a pensar nela todas as noites antes de
dormir, embora talvez isso não seja recíproco. E é legal isso. Ele não sabe se
isso é amor... ou sabe Deus o quê! E também não importa se seu mundo de vidro
foi quebrado ou se ele está catando os seus cacos por ai. A verdade é que ele
nunca se arrependeria de ter se apaixonado pela desconhecida, por que se
lembraria disso sempre e sempre, por que quem nunca se apaixonou não sabe o que
é ter aquele frio na barriga particular só de ouvir o nome dela...
E bem, talvez esse não seja o
fim.
3 comentários
Vc e seus textos lindos :]
ResponderExcluirEspero que um dia eu receba uma declaração assim também...
Ráaa! Eu sei de onde vem essa inspiração ;)
ResponderExcluirE olha lá heim, não acabou mesmo!
Bela declaração, tomara que ela veja kkkkkkkk
Parem de show, não sei do que estão falando! LALALALA
ResponderExcluir