Liberta-me - Tahereh Mafi

16:36

SINOPSE:
Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro, Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette. Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida. Uma metáfora para a vida de jovens de todas as idades que também enfrentam uma espécie de distopia moderna, em que dúvidas e medos caminham lado a lado com a esperança, o desejo e o amor. A bela escrita de Tahereh Mafi está de volta ainda mais vigorosa e extasiante.

Tudo o que consigo pensar é que, às vezes, você morre; às vezes está prestes a explodir; às vezes, está dois metros abaixo do solo, procurando por uma janela, quando alguém despeja fluido de isqueiro no seu cabelo e acende um fosforo no seu rosto.


Che Guevara disse: Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida. E é exatamente isso que a Juliette faz em Liberta-me... Ou quase isso.

Todo mundo – que leu a minha resenha de Estilhaça-me - sabe que simplesmente amei Juliette desde que li a primeira frase do livro, mesmo que a maioria das pessoas não pense assim e juro que passei meses da minha vida esperando pela continuação.

Liberta-me narra a continuação do primeiro livro exatamente onde parou, no Ponto Omega, local este que agora é a nova morada porto seguro de Juliette, Adam, Kenji e Cia. É lá onde toda a massa da população, revoltos com o Restabelecimento estão refugiados. 

Em resumo – já que o livro todo é um spoiler -, Juliette tem que aprender a usar o seu dom, ou seja, tem de descobrir os limites do seu corpo, além de descobrir que, sim, ela nasceu para ser uma arma literalmente, já que, além de matar pessoas com seu toque, estranhamente a garota tem um outro dom, algo tão mais poderoso que chega ser... letal dez bilhões de vezes.

É nesse livro que também conhecemos mais sobre Adam e Warner – este último o meu predileto, o anti-herói (?) – e enfim matamos nossa curiosidade do por que, de tantas pessoas justo estes dois podem tocar em Juliette, o que sim, me surpreendeu (risos). 

Assim, o inicio do livro é bem chato. Quer dizer, como Estilhaça-me acaba no ápice, ficamos meio que loucos para sanar nossas dúvidas, no entanto não é isso que acontece, em vez disso nos deparamos com uma narrativa bem chatinha, uma Juliette totalmente amedrontada e meio enjoada, eu quase tive vontade de arrancá-la do livro e lhe proferir umas boas bifas, por que né?, se somos o protagonista de uma historia temos de ser o melhor dos melhores e não alguém que fica o tempo todo choramingando... De verdade? A Juliette tinha é que passar por um momento de libertação do seu "eu" choramingão do que qualquer outro tipo de libertação. 

Ai, no meio do livro – graças ao Kenji, que ta muito mais interessante do que qualquer personagem da narrativa – consegue arrancar a Juliette desse torpor e oferecer a devida movientAÇÃO que o livro e  nós estávamos completamente ansiosos para ver/ler. 

Warner, de verdade, é alguém que merece um livro só para si, por que o cara é o cara. Pelo menos a autora ofereceu o devido destaque para ele neste livro, assim conhecemos muito mais sobre esse vilão-não-tão-vilão-assim. Warner é um daqueles personagens que é tão atormentado pelos seus demônios que de repente isso é tão intrigante, afinal nem todo mundo é tão bom, nem tão vil. Quanto a Adam, que era um dos meus personagens preferidos, perdeu a vez, já que se tornou uma coisa chata, fraca e que briga por besteira.

Enfim, apesar do inicio lento, o meio compensa e por isso recomendo Liberta-me para você que leu o primeiro livro e amou... ou odiou. E se não leu, bem, ta na hora de oferecer uma chance a Mafi, né?

PS: Fechei o livro e me perguntei: Liberdade? Onde? Não temos liberdade, quem dirás a Juliette. (risos)

Agora só esperar pelo desfecho da historia (lá vem, longos meses). 

"O I N F E R N O E S T Á V A Z I O E O S D E M Ô N I O S E S T Ã O A Q U I"

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2 comentários

  1. Ah, fala sério!
    Eu não costumo ler resenhas de livros que tenho certeza de que irei ler. Mas era uma resenha sua, né? Eu tinha que vir!
    Juliette nunca me agradou 100%. Achei o começo de Estilhaça-me confuso pra caramba e como ela era o foco, achava ela confusa tb.
    Já os meninos... Poxa!
    Adam sempre foi um lindinho, mas Warner, bem, ele é perigoso, sedutor, lindo e ainda é mandão. Tem coisas mais sexy?!
    Fiquei mega fã desse personagem depois de ter lido o conto dele.

    E ai eu fico aqui chupando dedo esperando a oportunidade de ler. :(

    bjus mil
    terradecarol.blogspot.com

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    Respostas
    1. HSUAHSUAHSUAS Carol, o Adam ta um pé no saco... Não tenho duvidas de quem você irá escolher para ficar com Juliette.

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