A Culpa É Das Estrelas - John Green

19:21

SINOPSE: 

A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.

Nada é fácil nisso tudo para nenhum de nós, mas é preciso levar a vida com algum humor.

Não é novidade pra ninguém: eu adoro um belo drama! Por isso, assim que foi anunciada a capa e sinopse de A Culpa É Das Estrelas eu sabia que adoraria a historia, por isso comprei na pré-venda e admito que faz um tempo que o li, mas como a historia é literalmente inesquecível, bem, resolvi contar a minha experiência com a narrativa do John Green.

Em A Culpa É Das Estrelas, entramos na vida de Hanzel Grace que sofre de um câncer raro e controlado por drogas experimentais, além disso, Hanzel tem sempre em seu carrinho um aparelho, sua segunda vida, como gostei de pensar. Ela participa de um grupo de apoio, onde jovens com diferentes tipos de cânceres compartilham seus medos e anseios correlação a doença. Lá, Hanzel conhece Isaac – o sádico Isaac – que sofre de câncer ocular e está prestes a perder a visão de vez – se me lembro bem. É nesse grupo de apoio que ela também conhece  Augustus Waters, um autentico rapaz que perdeu uma perna para o câncer e que já estava SEC, ou seja: sem a evidencias do câncer, o que todos os cancerígenos sonha. Juntos, Hanzel e Augustus desenvolvem uma amizade que logo se transforma em outra coisa – o que é o legal da historia.

Achei o livro perfeito e tenho certeza que não tiraria nem uma virgula dessa narrativa. Adorei os personagens, principalmente os principais – obvio -, afinal, apesar de historias desse tipo aparentarem serem bem tristes, esse não é. Quer dizer: é obvio que tem coisas que trava a sua garganta e você se pergunta como um simples livro pode fazer isso contigo – só não chorei por que sou uma pessoa ruim de chorar (risos) -, mas é claro que tem coisas lá que te arrancam uma bela de uma gargalhada – sério. É nessas horas que a gente se pergunta, quando assistimos alguma coisa na TV, etc, por que crianças e jovens parecem serem tão felizes. Não é que eles se acostumaram ou aceitaram a doença. A verdade é que muitos encontram forças em continuar vivendo, um dia após o outro, combatendo o mal sem estar combatendo – sei lá, não sei explicar -, ser feliz, nesse caso é o melhor remédio para a doença. Enfim, é como a Hazel disse, não necessariamente nessas palavras: que o câncer não é o vilão no fim das contas, ele só está querendo viver, como uma pessoa também luta para viver. É como dois seres dentro de um corpo, ninguém tem culpa afinal.

Sim, adorei o livro, e digo do fundo do meu coração: é algo que todo mundo deveria ler, por que simplesmente é a historia de duas pessoas querendo viver independente de qualquer coisa. Quando você ler, ai sim vai entender o que digo e depois, depois que acabar a leitura vai fechar o livro e pensar, pensar e pensar por um bom tempo o quanto temos tudo, e ao mesmo tempo nada.  

Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam.

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