Resenha: O Senhor das Sombras

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Sinopse

I.S.B.N.: 9788588121294       
Dimensões: 23 x 16 cm.        
Acabamento : Encadernado  
Edição : 2010                            
Número de Paginas : 352 
  O Senhor das Sombras é o segundo volume da trilogia “Legado Goldshine”, iniciada por Leandro Reis em Filhos de Galagah. Neste livro, o autor dá continuidade à missão de Galatea na busca pela segunda runa. A aventura, agora, toma proporções épicas, e muitos mistérios deixados pelo primeiro volume, Filhos de Galagah, são respondidos, além das novas intrigas que são acrescentadas à trama.
Nesta sequência, Leandro Reis aprofunda o drama da bruxa vermelha, Iallanara Nindra, que, exposta aos seus maiores conflitos, é obrigada a fazer uma escolha crucial: matar sua única amiga e protetora, ou traí-la? Sukemarantus, manifestação do Mal, que tem o poder de controlar toda sorte de criaturas das trevas, lança mão de seus recursos mais vis para atingir seus sombrios objetivos.
Enquanto isto, a busca de Galatea segue por rumos inimagináveis, levando-a às tribos bárbaras das planícies do sul, uma sociedade ímpar e desunida, berço de poderosos guerreiros, essenciais para o sucesso desta nova cruzada.
Em O Senhor das Sombras, inúmeros desafios testarão nossos heróis fantásticos. Muitos sacrifícios serão necessários, enquanto o maior dos perigos se esconde dentro do próprio grupo. Nessa aventura, o fracasso espreita, ávido por um simples deslize, escondido nos cantos mais improváveis da história. 



- Nós conhecemos Ethan três anos  depois de ele ter encontrado a segunda criança. - Afirmou Adam.
Gawyn cuspiu o vinho que tinha na boca. Iallanara também se surpreendeu.
- Quando foi isso? No nascimento da minha avó élfica ou na descoberta do fogo? -  gritou o espadachim, limpando-se enquanto falava sem parar: - Ethan nos relata aventuras de séculos atras, quando, diz ele, já era um Flagelo Dourado. Vocês também são velhos? Ninguém mais morre nesse mundo?


Esse livro é a sequência de Filhos de Galagah livro que já está na minha lista de favoritos.


Pra começar, dizer que o livro terminou e que eu não vou ler a continuação agora já faz ter saudades. Me apeguei a malcriada da Iallanara Nindra e já me sinto íntima de Galatea.
          
Esse volume me fez sentir mais a vontade quanto a nossa heroína. Ela deixa transparecer seu lado mais humano, se apaixonando e tomando decisões um tanto quanto irresponsáveis para chegar a seu destino, a segunda criança portadora do serafin. Todos ficam muito preocupados com o rumo da aventura pois a Campeã Sagrada coloca em risco sua missão para salvar Iallanara das garras de Sukemarantus. Agindo como uma verdadeira amiga deve agir, sendo totalmente crente no caráter do outro.

Dava nervoso de ver o quanto ela era cega em relação aos interesses de Iallanara, parecia que só Sephiros e Melatander (Já explico quem é) a enxergavam com clareza. Galatea colocou seus amigos em diversas situações de perigo por causa da bruxa vermelha. Enquanto essa quase gritava na cara dela dizendo: EU ESTOU MENTINDO, NÃO CONSEGUE VER?
            

O legal disso tudo foi ver esse lado mesquinho da bruxa ser dissolvido pelo desejo dela de ver a princesa salva. E sua alma aos poucos sendo libertada do mal. 

"- A luz... --continuou ela, sonambula. - Faz a sombra...
...
- Quando a luz se apaga, as sombras dominam. - retrucou Iallanara.
- Não... - Helena abraçou o próprio corpo como se sentisse frio. - Sem a luz, a sombra deixa de existir..."

A origem de Iallanara foi exposta e ela é uma templaris, não vou explicar o que é pois vai perder a graça, mas é bem surpreendente. E resolve de vez o mistério da pedra vermelha na testa dela.
           
Há uma soma aos personagens de antes, agora temos Adam e Helena que passam toda a narrativa ao lado dos heróis. E também os bárbaros que a início apresentam um obstáculo, mas logo somam ao exercito da princesa. Aparece um exercito de lamassus também (são leões alados que cuidam da Cordilheira do Conflito Eterno) que apresentam uma enorme ajuda para nossos heróis. É impressionante como o sorriso e as boas intenções do flagelo de Radrak  conseguem conquistar a todos por onde passa. Ela arrasta uma multidão para morte sorrindo.
            
O que mais gostei nesse volume da da trilogia foi a luta épica entre dragões gigantes! Só pra deixar com agua na boca: Geska, um dragão moto-vivo e; Melatander (mensionado acima), um dragão de aço, lutam no céu.
          
Nesse volume eu tive em primeiro momento aquele mini ataque cardíaco quando percebi que Galatea ia mesmo se apaixonar, mas sinto dizer que a decepção me consumiu quando eu tive de esperar tanto por um beijo do casal. Eu gosto muito que tenha aquele romance pra temperar a guerra, e nesse livro por pouco não tem. É tudo muito sutil e frágil, eles deixam seus sentimentos em último lugar da lista de tarefas, mesmo com a ameaça de não estarem vivos no dia seguinte. E quando eu digo por último, eu quero dizer no último capitulo mesmo.
           
Valeu a pena esperar pelo romance? Claro que sim, a história é excelente e Gawyn muito me diverte - Falar nisso ele aprontou todas nesse livro, foi incapaz de guardar a língua na boca. Ri tanto lendo que passei por louca.

Até a proxima!

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