Filhos de Galagah - Leandro Reis

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Sinopse:


Filhos de Galagah, traz a você, personagens inesquecíveis que irão te acompanhar neste mundo de glórias e tragédias. Heróis nobres e companheiros de passado sombrio, que põe em prática o treinamento de uma vida.
Galatea é uma heroína de ideais nobres, filha do rei e Campeã Sagrada de sua religião, que parte para uma busca ordenada por seus sacerdotes, dragões. Iallanara é uma bruxa rejeitada pela sociedade, uma assassina fria presa a um ser cruel e misterioso. Ela se juntará à Campeã Sagrada para proteger-se e tentar buscar sua liberdade, criando um relacionamento de mentiras e desconfianças. Por último, Gawyn um elfo criado por humanos, e Sephiros, um elfo forjado para a batalha, serão convidados a proteger estas mulheres, entrando em um relacionamento mais intrigante que qualquer aventura.
A jornada os levará à lendária Lemurian, a cidadela invertida, onde o destino decidirá o sucesso ou fracasso na busca do que procura.




◘◘◘
— Senhores! — Gritava Gawyn. — Está aberta a competição de espadas na mesa. — vendo um primeiro atacante preparando um golpe, esquivou-se. A lâmina afiada passou rente à mesa, mas cravou em uma das cadeiras.O espadachim, eufórico pelo combate, chutou o queixo do soldado e declarou:— Cadeira não vale ponto!

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Eu estou um pouco nervosa para fazer essa resenha, claro, o fato é que esse é o melhor livro sobre reinos e magia (o que pode ser melhor que magia?!)  que já li. E, olha que sou da "geração Harry Potter"; cresci junto com a saga nos cinemas e li todos os livros, contudo, ainda assim me apaixonei perdidamente pela heroína, Galatea, e a anti-heroína, Iallanara, que juntas são "melhor que Coca-Cola com pipoca", isso me deixa com medo de fazer, dessa, uma enfadonha resenha escolar.
          
Tem muitos personagens legais, como Ethan - muito misterioso e viveu alguns séculos e, mesmo assim, é jovem e bonito (adoro essa parte!) - e o personagem engraçado, Gawyn (que me faz parar de ler toda vez que faz piada só para eu ter uma crise de risos sozinha, assustando minha família). A história é cheia de demônios, almas presas em lugares mágicos, mortos vivos, dragões e magia, muita magia.
          
O que mais gostei foi a religião de Galatea, é muito interessante como sua fé leva a fazer coisas impossíveis em nome de seu deus, Radrak. Não há nada que ela não derrote com sua espada de luz dourada. Agora preciso parar para descrever mais sobre a estrutura da história, se não os spoilers vão começar a aparecer.
          
As vidas de Galatea Goldshine e Iallanara Nindra foram muito diferentes em todos os aspectos. Enquanto a doce princesa, Goldshine, cresceu cercada de amor, proteção e vive sorrindo enquanto é cuidada por seus pais e treinada para ser uma Guardiã da Vida; por sua vez, Iallanara é apática, mal-humorada e cresceu em meio às sombras em uma floresta sinistra e criada por um ser perverso, Sukemarantus (que ensina magia negra e a obriga a fazer sacrifícios, tanto humanos quanto de pequenos animais). Tudo que acontece em suas vidas parece separar ainda mais suas realidades.
          
No trajeto de determinada missão, após Galatea ter sido nomeada Campeã Sagrada de Radrak, esta se depara com Iallanara - que estava fugindo de Sukemarantus, em uma floresta -, por seus valores, Galatea salva Iallana de ser, novamente, capturada pelo Sukemarantus, motivo cujo qual nasce uma amizade forçada. Elas partem pelo mesmo caminho, junto a Gawyn e Sephiros - elfos guerreiros e mago respectivamente. Com o tempo eles acabam se tornando amigos verdadeiros e ajudam Galatea em sua jornada para deter Enelock, uma criatura maligna que castiga o Reino de Galagah a séculos.
          
Só que acima da dificuldade de destruir um inimigo, que conta com as forças de Orgul, deus da maldade e dos sofrimentos, ela também tem uma maldição a superar: Todos os Goldshine têm o destino de morrer pela profana espada de Enelock.


Agora ela precisa ter fé e deixar que a luz de Radrak a proteja, mas não é fácil manter a fé sob tal influencia. Todavia, ela contará com a amizade de Iallanara, Sephiros e Gawyn para enfrentar seu primeiro obstáculo: um dos aspectos de Orgul, Merkanos.


Durante toda a leitura é importante prestar atenção a todos os detalhes, nomes, lugares, entre outros; caso contrário se perderá e terá que voltar sua leitura para se situar; Pois o autor é detalhista e usa todos os recursos a sua disposição, e em alguns momentos ele busca informações que antes pareciam não ter importância.


Eu praticamente não deixei o livro de lado, fiquei presa a leitura, minha curiosidade no nível máximo. Não dava pra imaginar o que aconteceria a seguir, e constantemente fui pega de surpresa e fiquei boquiaberta com cada batalha.


Galatea é uma heroína daquelas! A descrição sobre ela me fez imaginar como se ela fosse a Ana Hickimann, mas de 1,80m com cabelos dourados. Mas seus ideais nobres e, sua alma extremamente bondosa me ajudou a formar um rosto suave, de feições gentis e olhos cativantes. Já Iallanara, eu imaginei não muito alta e com um rosto marcante bem bonito, mas carrancudo, de aparência hostil/agressiva por seus modos pouco convencionais. Mas, conhecendo melhor a personagem, eu coloquei um pouco mais de vida na imagem que eu tinha dela e, no final, ela parecia bem menos agressiva e até mais sensual (haha!).


O que faltou na história foi romance, nada meloso, só para temperar o clima de guerra constante.


E é bem interessante, para não dizer o mínimo, que Galatea não tenha defeitos. Em contra partida Iallanara que é toda deficiente em sua moral é mais real e cativante — para mim— que Galatea, acho que eu não gosto muito de perfeição.


As partes mais divertidas eram os combates, sempre tinha muita piada de Gawyn, que encarava cada batalha como uma chance de se divertir. Como sempre tem aquela parte da “citação” eu preferi separar uma parte do livro com as brincadeiras de Gawyn durante um combate:


Adquira seu exemplar de Filhos de Galagah!


Bace!

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